Transformações Digitais na Educação

O ensino à distância e a aceleração das transformações digitais na educação

Por Fabricio Bazé

Educação e tecnologia sempre tiveram uma aliança indissociável. Cabe aqui lembrar que, quando dizemos tecnologia, não falamos somente das digitais. O lápis, a caneta, o quadro negro, o livro, também são ferramentas tecnológicas, mesmo que analógicas. Mas é natural que nos dias de hoje, a palavra tecnologia, quase que automaticamente, já remeta às tecnologias da informação e comunicação.

Dentre as grandes consequências do momento de pandemia que vivemos, estão as transformações no modo de trabalhar e estudar. A educação à distância, que sofre preconceito por muitas empresas e pessoas, passou a ser a “única saída” de aprendizagem. É importante frisar aqui que educação online não é uma simples emulação da educação presencial, em sala de aula, portanto, EaD não se resume a assistir vídeo-aulas e enviar atividades por e-mail. Vai muito, muito além disso!

Como muito bem colocado pelo founder e CEO da Leo Learning. um empresa de destaque na área de educação corporativa:

“Filmar teatro não é cinema, assim como filmar uma aula também não é ensino à distância”. Richard Vasconcelos

Educação online de fato, demanda:

  1. Um projeto pedagógico desenhado com base nesse cenário;
  2. Capacitação da equipe, principalmente dos professores;
  3. Escolha da plataforma mais adequada de acordo com a realidade da instituição (número de alunos, modalidade ensino);
  4. Criar uma trilha de aprendizagem, que envolve metodologias ativas, forma de avaliação qualificada que considere o desenvolvimento emancipatório e autônomo do estudante;
  5. Avaliação constante do processo de aprendizagem e realização dos ajustes necessários.

O modelo de educação tradicional, que valoriza a educação presencial, é baseado em um mindset da sociedade industrial, onde o professor reproduz conteúdo, avalia o aluno por meio de uma prova objetiva, e com esse resultado, o aprova ou reprova. Esse modelo não cabe no ensino à distância, não é suficiente nem efetivo.

As grandes transformações digitais na educação estão aí, não mais batendo à porta, elas já entraram e estão sentadas na sala! Dentre elas:

  • utilização inteligente de dados e informações, realizando cruzamento de informações que ajudam na gestão da aprendizagem;
  • O uso de modelos de ensino focados na preparação do estudante e na sua aprendizagem, por meio de metodologias ativas e ágeis, como case studies, sala de aula invertida, gamificação, por exemplo;
  • As ferramentas tecnológicas que favorecem a autonomia do estudante;
  • Interação por meio de plataformas colaborativas, já que nesse modelo o professor não é o centro das atenções, e age de forma mais ampla, como intermediador, incentivador, permanecendo um importantíssimo agente do processo de aprendizagem.

Essas são algumas reflexões, esse processo de transformação digital é muito mais amplo e profundo, e vamos certamente falar muito disso ainda. A questão é que não existem receitas prontas, nem modelos certeiros em relação a isso. É preciso estar aberto, perceptivo e se ADAPTAR.

 

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